Mendoza, na cordilheira dos Andes, é uma das melhores sensações que o visitante brasileiro pode ter em terras argentinas


Mendoza, cidade argentina a oeste do país, tinha tudo para dar errado. Encravada em plena aridez agressiva da cordilheira dos Andes, a capital da província de mesmo nome possui um dos mais baixos índices de chuva da Argentina, foi destruída por terremotos avassaladores e está localizada em uma região de geografia pouco convidativa (não pela falta de impressionantes opções paisagísticas, mas por sua dura e particular formação).

No entanto, os insistentes habitantes locais não se entregaram assim, facilmente, e foram responsáveis (com uma boa e generosa ajuda da natureza) por transformar aquele deserto em um cobiçado oásis turístico que, desde tempos coloniais, já servia como uma importante via de acesso entre o oceano Pacífico e as altas montanhas andinas.

A falta de água foi substituída por canais de irrigação que recortam as ruas do alucinado centro, conhecidos como acequías; túneis naturais feitos com árvores amenizam o calor sufocante da região; e belas praças, estrategicamente, espalhadas pela cidade, já não lembram os abalos sísmicos como o de 1861, que chegou a riscar do mapa o setor colonial.

Mendoza é, sem dúvida, uma das melhores sensações que o visitante brasileiro pode ter em terras vizinhas, sobretudo as visuais.

Nos meses mais quentes, em que os termômetros batem os 40°, a seca região se pinta com variedades cromáticas em que predominam os tons ocres das montanhas andinas e amarelados dos álamos a beira das estradas. Nem o violento rio Mendoza fica de fora e suas águas mais claras se escurecem, alteradas pelo período de chuvas (que nem merece tanta atenção assim, já que os índices pluviométricos não ultrapassam os 200 milímetros anuais).


No inverno, a região troca seu figurino e se veste de branco. Neve, estações de esqui e baixas temperaturas dão outro tom à viagem. A paisagem paralisa e o visitante se sente pequeno diante daquelas imensas formações rochosas. Nessa época do ano, algumas atrações naturais se recolhem até a temporada seguinte, como o Aconcágua, o 'teto das Américas'. Mas mesmo assim vale a pena encarar o frio congelante da Ruta Nacional 7, principal conexão comercial entre a Argentina e o Chile, para tentar imaginar o que guardam os 6.962 metros da montanha mais alta do continente.

Mas o clima seco e a qualidade daquele solo árido, aliados a técnicas inovadoras de plantação, garantiu à Mendoza outra boa sensação: suas vinícolas.

Malbec, cabernet sauvignon, tempranillo e chardonnay. São tantas castas de uvas disponíveis que nem Baco, o deus romano dos vinhos e das festas, deixaria de se entregar aos aromas da região (ainda que a vida noturna de Mendoza esteja bem longe do agito das noites de Buenos Aires).


Mendoza é considerada um dos principais vinicultores da América do Sul, o que justifica a existência de mais de 1.200 adegas em toda a província. No entanto, os passeios guiados por belos cenários andinos costumam oferecer muito mais do que uma simples (e saborosa) degustação da variedade de vinhos produzidos na região. Museus, almoços ao ar livre, visitas guiadas para conhecer as etapas de produção e até butiques para as compras (de vinho, claro) são algumas das deliciosas opções oferecidas pelas empresas.

Sem dúvida, esse é um dos melhores investimentos que o viajante pode fazer na cidade para brindar o espetáculo paisagístico encontrado em Mendoza. São tantas as sensações que o viajante é capaz de pensar que tudo aquilo é resultado do efeito embriagante da bebida. Mas não é. É Mendoza no seu mais puro e lúcido estado.


INFORMAÇÕES E SERVIÇO


Site do país - www.argentina.gov.ar

Site de Mendoza - www.ciudaddemendoza.gov.ar

Site da Secretaria de Turismo da Argentina - www.turismo.gov.ar

Site da Secretaria de Turismo de Mendoza - www.turismo.mendoza.gov.ar

Site de Potrerillos - www.potrerillos.org.ar



Informações turísticas


Secretaria de Turismo de Mendoza - Av. San Martín, 1.143, tel. 54 (261) 413-2117 / 413-2125. De seg. a sex., das 8h às 13h.

Centro de Informes II - Rua Garibaldi e avenida San Martín, tel. 54 (261) 420-1333. Diariamente, das 9h às 21h.

Centro de Informes III - Av. Las Heras e rua Mitre, tel. 54 (261) 429-6298. De seg. a sex., das 9h às 13h30 e das 15h às 19h; sáb., das 9h às 13h30.

Fuso horário - A Argentina segue o mesmo padrão de horário adotado em Brasília, inclusive durante o horário de verão.

Código do país - 54

Código de Mendoza - 261

Moeda - Peso argentino. Para saber a cotação da moeda local, acesseeconomia.uol.com.br/cotacoes/.

Casas de câmbio


Supervielle Banco
Rua Colón, 435. / San Martín, 1.198
www.supervielle.com.ar

Banco Regional de Cuyo
San Martín, 841. / Belgrano, 1.403
www.bancoregional.com.ar

Idioma - Espanhol

Gorjeta - É normal deixar 10% de gorjeta, não incluídos nas contas.

Visto - Brasileiros podem ingressar na Argentina portando apenas RG com data de expedição inferior a dez anos.

Clima - Dias de extremo calor, com picos que podem chegar aos 40°, e noites mais frescas, com termômetros marcando temperaturas mais baixas. Assim é o clima da região semiárida de Mendoza: verões abafados e secos, e meses invernais congelantes. Nos setores mais próximos às montanhas, a tendência é que os dias sejam ainda mais quentes e as noites apresentem quedas bruscas de temperatura. As estações seguem o mesmo calendário das do Brasil.

Poços de Caldas, um brinde às águas e às belezas naturais no Sul de Minas Gerais

Arte UOL

De um vulcão que sumiu há séculos e séculos nasceu a região onde está uma das cidades mais aconchegantes de Minas Gerais. As águas ricas em enxofre que borbulham do solo e o clima de montanha tornaram Poços de Caldas um lugar irresistível. Tanto que a cidade pode muito bem ser o sinônimo de descanso. O som das águas que surge a cada canto tranquiliza. As praças arborizadas transmitem um estado de paz e as belezas naturais renovam as energias.


Por tudo isso, Poços respira turismo. São 72 hotéis e pousadas espalhados por toda a cidade. Muito com programações e monitores para todos os públicos. Nas ruas, ônibus turísticos cruzam a cidade a todo momento e, nas atrações, os cliques de câmeras fotográficas são constantes.


Mas todo esse potencial turístico não é novidade para Poços.

A cidade já viveu anos de ainda mais glamour e, para seus habitantes, deveria ser a ‘Las Vegas brasileira’, se o jogo não tivesse sido proibido no país.



Anos 1940, o apogeu de Poços de Caldas


A elite intelectual brasileira caminhava pelos jardins de Poços, as famílias abastadas passavam fins de semanas para tratar seus parentes nas termas medicinais e as fichas de cassino eram tão comuns que eram usadas como dinheiro nas lojas. Carmen Miranda, Santos Dumont e Juscelino Kubitschek estavam sempre por lá.


Este cenário era a rotina de Poços no início da década de 1940. Até o então presidente Getúlio Vargas usava a suntuosa suíte presidencial do Hotel Palace, de 154 m² e com um lustre de cristal belga, para trabalhar. Ele chegou a trazer móveis do Palácio do Catete, antiga sede do governo, que ainda hoje decoram o quarto de hotel mais famoso da cidade.


Mas se o auge ocorreu nessa década, o início do declínio também. Dois fatos históricos transformaram Poços. O primeiro: a proibição do jogo no Brasil em 1946. O dinheiro do cassino secou, os turistas diminuíram e o glamour acabou. Depois veio a descoberta da penicilina. Frente aos antibióticos, os tratamentos termais tornaram-se obsoletos e caros.


Mesmo com as dificuldades, nem tudo estava acabado para a cidade. As fontes e as belezas naturais conseguiram manter a atração do município que hoje possui mais de 150 mil habitantes. Poços virou uma das cidades favoritas para casais em lua-de-mel. As praças arborizadas, o charme de décadas, o clima tranquilo, tudo é atração para quem troca alianças.


Belezas naturais no alto da serra


A natureza em Poços de Caldas é privilegiada. Localizada no alto da Serra da Mantiqueira, a 1.200m de altitude, em um vale cercado de muito verde. No volante do próprio carro, sem encarar estradas de terra, é fácil encontrar mirantes, trilhas, fontes e quedas d’água. Muitas quedas d’águas! As mais belas são a comprida cascata Véu das Noivas e a cascata das Antas, onde estão as ruínas de uma das primeiras usinas hidrelétricas construídas no Brasil, erguida em 1898.


Entretanto, a grande atração – e o motivo da fundação da cidade – é a água que borbulha do solo a uma temperatura de 40ºC. Em torno de suas fontes, a cidade cresceu, virou centro de tratamento de doenças e, no século 20, ganhou o maior balneário da América Latina, as Termas Antônio Carlos. Em arquitetura romana e com mais de 60 anos de história, as termas funcionam ainda hoje a todo vapor e oferecem banhos de imersão, saunas, inalação, duchas, tudo com a famosa água sulforosa.



Alcalina e rica em enxofre e sais minerais, a água sulforosa de Poços é indicada para diversas doenças: inflamações, nevralgias, doenças de pele, bronquite, asma, gastrites, úlcera, prisão de ventre, reumatismo, dermatites e muitas outras. No entanto, assim como remédios, a água possui contra-indicações. Não deve ser usada por pacientes com processos infecciosos, insuficiência hepática aguda e processos inflamatórios severos.


Além da água, outra especialidade poço-caldense são os cristais criados no mesmo estilo dos artesãos da ilha de Murano, em Veneza, na Itália. O pioneiro na arte com vidros na cidade mineira foi o italiano Mário Seguso. Em 1965, ele abriu a loja Ca D’oro e ensinou a técnica milenar para fazer cristais a seus aprendizes. Desde então, virou uma dos principais atrativos da cidade. Como os cristais são feitos a mão, uma peça nunca é igual à outra. Hoje, além da comercialização, pode-se assistir ao vivo ao processo de produção dos vidros dentro da própria loja.


Em Poços de Caldas, qualquer fim de semana vale uma visita. O município fica a cerca de 240 quilômetros de São Paulo (SP) e, apesar de estar em Minas Gerais, recebe mais turistas paulistas. O ideal é curtir a cidade ao menos por três dias para aproveitar com calma. A altitude proporciona temperaturas baixas em julho. É o mês da alta temporada. Os hotéis ficam cheios e temperatura pode chegar a -2o C. Clima ótimo para um vinho, uma sauna nas termas ou um passeio bem agasalhado pela praça central. Em Poços, o que não faltam são bons – e tranquilos - programas.

PORTAIS REGIONAIS

Prefeitura de Poços de Caldas
www.pocosdecaldas.mg.gov.br

Portal Poços de Caldas
www.pocosnarede.com



Chapada Diamantina tem passeios de aventura, esportes radicais e uma paisagem de beleza gigante

Os pés ganham bolhas, o band-aid caiu com o suor, a água potável está no fim e não há banheiro nas proximidades. Mesmo assim, a serotonina está em festa. Nas trilhas da Chapada Diamantina, os probleminhas domésticos diminuem de tamanho diante da beleza gigante da paisagem.

Formada por 57 municípios no sertão da Bahia, a região atrai visitantes com uma combinação de temperaturas avessas (o frio serrano à noite e o calor dos passeios sob o sol) e turismo deaventura. O garimpo mecanizado foi proibido em 1996, e desde então o poder público e os moradores apostam em "novas" fontes de renda: a visitação a cavernas, grutas, rios, cachoeiras, morros e trilhas cravados na rocha há séculos.



Lençóis é a principal porta de entrada da Chapada, com aeroporto e boa infra-estrutura de hotéis, pousadas e restaurantes. Fica a 409 km de Salvador. O município tem apenas uma agência bancária e uma dúzia de agências de turismo, localizadas no centro histórico, tombado pelo Iphan (Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).



Elas organizam pacotes diários, de van ou jipe, para cartões-postais como o Morro do Pai Inácio, a Cachoeira da Fumaça, a Cachoeira do Buracão e a gruta da Lapa Doce. Também dispõem de guias bilíngües e de instrutores para esportes radicais como rapel e mountain bike.

Dicas de sobrevivência? Vá com calma nas trilhas, comece pelas mais fáceis até pegar o ritmo de longas caminhadas. Leve dois pares de calçados aptos a subir e descer em pedras escorregadias. Sucos e achocolatados podem forrar as mochilas: ar puro dá fome. E não se constranja de parar tudo para assistir ao espetáculo das bromélias vermelhas na pedra. Milhões destas flores nascem e morrem no sertão brasileiro para ninguém ver.

O ET das Paridas

Uma prova da constante revitalização da geografia ancestral é a Serra das Paridas, um sítio arqueológico que entrou no roteiro turístico no início de 2007. Quem descobriu o extenso corredor de pinturas rupestres localizado a 36 km de Lençóis foram catadores de mangaba, após um incêndio ter destruído a vegetação sobre as rochas.

No sítio, acompanhado de um guia da Associação dos Condutores, o visitante percorre paredões de figuras coloridas que lembram mamíferos, peixes, pássaros, mulheres em posição de parto de cócoras e, ao final, uma pintura de duas partes, anunciada pelo guia como "fenomenal". A figura lembra os contornos da imagem clássica de um extraterrestre, o pescoço longo, a cabeça grande e projetada, dois olhos abertos e apenas três dedos nas mãos.


Ajuda a complementar o espanto a localização de uma esfera com furos (uma nave espacial?) logo acima da cabeça. Pensar que alienígenas integraram o imaginário de populações ancestrais na Bahia a ponto de serem reproduzidos cuidadosamente em linguagem não-verbal funciona como incentivo para conhecer aquela região onde vários séculos e milênios parecem convergir.

Belezas sempre vivas

Se Lençóis mira as pedras, em Mucugê, vizinha importante no roteiro da Chapada, os destaques são o conjunto arquitetônico da cidade e o Parque Municipal, que representam o que há de melhor em termos de atrativos nesta região com forte legado histórico do coronelismo e do Ciclo do Diamante. Lá estão o Projeto Sempre Viva e o Museu Vivo do Garimpo. Entre os atrativos naturais estão as cachoeiras das Piabinhas e Tiburtino, alcançadas por trilhas interpretativas.


"Já houve quem chegasse aqui e dissesse que o filme se passa na fronteira da Bahia com o Casaquistão." A frase é do cineasta Walter Salles, que escolheu vilarejos do Sertão da Chapada, uma área entre a Chapada e o Vale do Rio São Francisco, para cenários do seu filme "Abril Despedaçado". Em Mucugê, a equipe filmou os túmulos do cemitério bizantino. Rio de Contas, com seu Pico das Almas para escalar, foi outro ponto de locação.


Vale do Capão

A 70 km de Lençóis, o Vale do Capão, distrito de Palmeiras, parece fazer fronteira não com os russos da Ásia central, mas com os festeiros de Woodstock. É praticamente uma comunidade alternativa instalada nas bordas do Parque Nacional da Chapada Diamantina.

Quem chega até lá costuma buscar a aventura de subir o morro da Cachoeira da Fumaça e percorrer as longas trilhas do Vale do Paty. Donos de pousadas vêm incentivando o turismo que promove a saúde, com oferta de fitoterapia, massoterapia, saunas indígenas de purificação, banhos de argila e medicina holística. Tudo muito zen. Os corpos exaustos de subir e descer morro agradecem.



PORTAIS REGIONAIS


Site de turismo do Estado da Bahia
www.bahia.com.br

Cidade dos Diamantes
www.cidadedosdiamantes.com.br

Guia Chapada Diamantina
www.guiachapadadiamantina.com.br

Guia Lençóis
www.guialencois.com.br

Windhoek é a porta da fascinante Namíbia, na África


Compacta, limpa e segura. Sem exageros, esses são os adjetivos que melhor definem Windhoek, a capital de um dos países mais fascinantes do sul do continente africano, a Namíbia.

Seu pequeno e tranquilo centro financeiro concentra os principais atrativos turísticos da cidade com construções de estilos trazidos da Europa e ruas de nomes complexos que não negam seu passado.

Nas calçadas da Independence Avenue, todas as raças e línguas se cruzam nessa que é a mais importante via de circulação de Windhoek, cidade localizada a 1660 metros de altura, em pleno centro do país. Africâneres, oshivambos, hereros e até os himbas, os famosos habitantes do distante norte conhecidos por seus corpos pintados, podem ser vistos na região.

É ali, entre edifícios coloniais alemães e mulheres negras de coloridas roupas tradicionais, que a África se encontra com a Europa. Mas não é de hoje que a cidade, assim como todo o país, vem provando que tem talento para abrigar povos de cores e culturas tão opostas.



A Namíbia, cujos primeiros visitantes europeus vinham de Portugal, já foi administrada pela Alemanha, de 1885 até a sua derrota na Primeira Guerra Mundial, e pela União Sul-Africana, atual território da África do Sul, a partir de 1910.

O resultado é um país que, aos poucos, vai encontrando seu espaço.

Os produtos são importados do país vizinho, a música ainda tem o mesmo sotaque e ritmo da África do Sul e a moeda local, o dólar namibiano, segue atrelado ao rand sul-africano e confunde os visitantes estrangeiros.



Há exatos 20 anos, o país declarava sua independência do vizinho indesejado, uma violenta disputa de poder entre as forças sul-africanas e a Swapo ('Organização do Povo da África do Sudoeste') que tivera início, em 1966, e só foi finalizada quando essa assumiu o poder, 23 anos mais tarde.

Porém, a Namíbia ainda busca sua própria identidade e, lentamente, vai mostrando para o mundo por que sua paisagem impressionante de selvas e desertos alaranjados tem fascinado viajantes de todo o mundo.

E a porta de entrada para esse cenário de beleza única ainda é Windhoek, a simpática capital com ares de interior que fica entre a África e a Europa.


INFORMAÇÕES E SERVIÇO

Site da Namíbia - www.grnnet.gov.na

Site do Ministério do Meio Ambiente e Turismo da Namíbia - www.met.gov.na

Site de turismo da Namíbiawww.namibiatourism.com.na

Site de Windhoek - www.windhoekcc.org.na


Informações Turísticas


Windhoek Tourism Information
Post Street Mall, s/n e Independence Avenue, s/n (esquina da Fidel Castro Street).
Tel: (264) (61) 290-2092 / 2596.
De seg. a sex. das 7h30 às 16h30. (fechado entre às 13h às 14h).

DDI da Namíbia – (264)

Código de acesso da Namíbia - (61)

Idiomas – inglês, línguas de origens banto e indo-germânicas, como africâner e alemão.

Moeda – A moeda oficial do país é o dólar namibiano (N$), mas o rand rul-rfricano circula normalmente em toda a cidade, o que facilita a vida do turista que vem da África do Sul e não precisa trocar dinheiro. As notas são de N$ 10, 20, 50, 100 e 200, e as moedas de 5, 10 e 50 centavos de dólar namibiano e de N$ 1 e N$ 5. A cidade possui uma eficiente rede de caixas eletrônicos para saques em moeda local. Prefira os estabelecimentos situados no interior de agências bancárias, na Independence Avenue e transversais, ou estabelecimentos comerciais como shoppings. Já os bancos funcionam das 9h às 15h30, de seg. a sex.; e das 9h às 11h, aos sábados.

Fuso horário – A Namíbia está cinco horas a mais em relação a Brasília.

Horário comercial – Os horários de funcionamento dos estabelecimentos costumam ser bem curtos, por isso programa-se com antecedência. Os shoppings e o comércio em geral abrem de seg. a sex. das 9h às 17h, e sáb. das 9h às 13h. Alguns estão abertos também aos domingos.

Clima – Localizada no centro da Namíbia, a cidade apresenta clima semi-desértico, o que significa dizer que os dias são, geralmente, secos e quentes. As chuvas são mais comuns entre outubro e abril, meses de verão. A temperatura gira em torno dos 30º, durante o dia, e podem chegar a 15º, à noite.


Internet – Os raros serviços de conexão oferecidos na cidade são caros e, extremamente, lentos. Por isso, utilize a internet em último caso e programe-se para usá-la antes ou depois de sua paisagem pela Namíbia. A exceção fica por conta dos serviços oferecidos em hotel ou albergues da cidade.


Documentos – Não é necessário visto antecipado para entrar na Namíbia, apenas passaporte válido por, pelo menos, seis meses.

Reembolso de impostos – Estrangeiros e não residentes têm direito a reembolso de 15% do VAT, imposto cobrado sobre todos os produtos adquiridos no país. Para isso, dirija-se ao balcão do Ministério de Finanças, no aeroporto internacional, e apresente todas as notas fiscais com descrição dos produtos comprados. Preencha o formulário e carimbe-o, antes de fazer o check-in. Ao ingressar na sala de embarque, apresente-o no balcão de reembolso. No entanto, pense duas vezes antes de encarar todos os procedimentos, pois as taxas de comissão são altíssimas. Por exemplo, se o estrangeiro gastar N$ 600 em compras, o reembolso de imposto deveria ser, na prática, N$ 80. Mas com o desconto de todas as outras taxas, o valor a ser devolvido será de, pasmem, N$ 4, ou seja, menos de US$ 1, na cotação de março de 2010. Conclusão: Não perca seu tempo entre formulários e filas.

História, arquitetura e muitas cores são as atrações de Curaçao, nas Antilhas Holandesas



Uma das muitas explicações de porque toda a ilha de Curaçao é tão colorida vem de uma história que ninguém sabe dizer se é verdadeira. Consta que um governador, há muitos anos, sentia dores de cabeça terríveis por todas as construções serem pintadas de branco e refletirem muito a luz do sol. Ele teria então sugerido algo a seus conterrâneos: colocar outras cores nas fachadas de suas residências e comércios; ele mesmo passaria a usar o amarelo em todas as construções que tivessem a ver com o governo. E assim nasceu o colorido dessa simpática e pequena ilha do Caribe.

E quem se importa se a história é mesmo real? Todo o colorido de Punda e Otrobanda combina perfeitamente com os muitos tons de azul que você vai aprender a reconhecer no mar que banha Curaçao, nos de branco presentes na areia de cada uma das praias de cartão-postal, ou nos verdes do corpo das iguanas, o animal símbolo da ilha.

Acostume-se, aliás, a encontrar bichinhos pela ilha. Sejam grandes como os golfinhos e focas do Seaquarium, os lagartos que vivem livres perto das cavernas Hato, ou os muitos peixes que vão cercar você assim que entrar nas águas da lindíssima praia de Porto Mari.Tudo em Curaçao parece querer dar um 'oi' para o visitante assim que o avista.



A ilha, porém, tem mais do que belezas naturais. Descoberta apenas um ano antes do Brasil, Curaçao também teve um histórico de escravidão, que rendeu ao destino uma série de atrações voltadas ao tema, como o museu Kura Hulanda, ou as Cavernas Hato. Isso sem contar os muitos fortes que protegeram o país em outros tempos e que hoje compõem alguns dos pontos turísticos mais interessantes para o visitante.


A arte dos curaçolenhos também instiga a curiosidade, seja nas pinturas das 'deusas' azuis de Nena Sanchez, nas imagens artesanais do que seria a mulher tradicional do país, na arquitetura com várias influências, além da holandesa (país do qual foi colônia e para o qual responde até hoje, mesmo com o sistema parlamentarista instaurado), e até nas variações de iguanas, animal símbolo da ilha, encontradas em todas as lojas, na forma dos mais diferentes objetos. Mas o país todo tem seu charme - a capital, Willemstad, por exemplo, é desde 1997 considerada pela Unesco Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade.

Bon Bini
A origem do nome da ilha, tão parecido com a palavra 'coração' é incerta. Seja por ser considerada o centro das Antilhas, seja por ter sido o local em que marinheiros com escorbuto se curaram, ou por uma homenagem ao Sagrado Coração de Maria, Curaçao ganhou seu nome depois de ser primeiramente batizada como 'ilha dos gigantes'.


O papiamento, a língua oficial, tem muitas semelhanças com o português (e com o palavreado adotado no Hopi Hari, parque de diversões de São Paulo). E ouvi-la durante a sua estadia em Curaçao só fará com que você se sinta ainda mais em casa entre o mar e o sol do Caribe.


INFORMAÇÕES E SERVIÇO


Site do país - www.curacao-gov.an

Site de Turismo do país - www.curacao.com


Informações turísticas - Curaçao Tourist Board - Pietermaai 19, tel: (5999) 434-8200. De seg. a sex., das 8h às 18h. Sábados, das 8h às 17h. www.ctb.an

Fuso horário - Uma hora a menos que Brasília.

Código do país - 5999. O minuto de ligação internacional, dentro dos hotéis, é extremamente caro. O ideal é comprar um cartão telefônico e usá-lo nos telefones públicos dispostos pela ilha (é mais difícil de encontrá-los próximos aos hotéis).

Moeda - Florin, mas dólares são bastante aceitos na ilha (inclusive como troco, caso o turista peça). Para saber a cotação da moeda local, acesse: economia.uol.com.br/cotacoes

Idioma - Papiamento, holandês, espanhol e inglês.

Documentos - Brasileiros não precisam de visto antecipado para entrar em Curaçao. Basta estar com o passaporte válido.

Clima - A temperatura média em Curaçao é de 27º.

Eletricidade - Há tomadas de 127V e 220V na maioria dos hotéis. As tomadas costumam ser as de formato norte-americano.

Gorjeta - 10% do valor da conta em restaurantes é o valor padrão esperado pelos garçons, mesma quantia dada a taxistas. Para carregadores de malas, é de praxe deixar um florin por mala.


Porta de entrada para a Nova Zelândia, Auckland é a terra do bungee jump e dos barcos



Auckland não é a capital, mas é, sem dúvida, a cidade mais importante da Nova Zelândia. A descolada metrópole é o principal centro financeiro do país e um dos destinos preferidos dos turistas que decidem dar um pulo na Oceania.

Mesclando beleza natural e modernidade, Auckland é uma boa pedida para quem é urbano, mas não dispensa o contato com a natureza. As atrações da cidade vão das galerias de arte aos vulcões, passando por um zoológico imperdível e cassinos disputados.

Representando o espírito aventureiro da Nova Zelândia (o país é conhecido como capital mundial dos esportes radicais), Auckland oferece atividades como o bungee jump. A queda livre pode ser realizada em vários pontos da cidade, mas é no edifício Sky Tower que a maioria quer se arriscar. De lá, os corajosos saltam de uma altura de 192 metros.

Para os que preferem programas menos emocionantes, Auckland reserva passeios históricos e culturais imperdíveis. Em Waitakere, região a oeste do centro da cidade, não dá para deixar de entrar nas butiques e galerias de arte ou parar para comer nos restaurantes dedicados à culinária internacional e nos charmosos cafés. Já em Manakau, deixe-se perder nas boas lojas especializadas em vinhos e dê uma olhada na vila histórica de Howick.



Auckland é também a "Cidade da Vela". Apelidada assim por ser sede da tradicional regata mundial America'a Cup, a cidade tem o maior número de barcos por pessoa do mundo.

Quando o assunto é natureza, a metrópole também não deixa a desejar. As praias e os mais de 50vulcões inativos espalhados pela cidade fazem a alegria dos que não dispensam passeios ecológicos. Do porto, os mais animados podem escapar para as ilhas do golfo Hakurai, como Rangitoto e Waiheke.

Como se não bastassem tantas atrações, Auckland tem um clima agradável e povo amistoso. Ou seja, motivo é o que não falta para aparecer por aquelas bandas, por isso, prepare-se para uma viagem agradável e cheia de aventura!


PORTAIS REGIONAIS


Site Oficial de Turismo de Auckland
www.aucklandnz.com

Auckland City Council
www.aucklandcity.govt.nz

No sul da França, Cannes abriga um dos festivais de cinema mais importantes do mundo



Conhecida mundialmente pelo seu Festival de Cinema, Cannes, com aproximadamente 70 mil habitantes, localiza-se na Baie de Cannes e é uma das pérolas do Mediterrâneo. Como sonhar é gratuito, pense que pode encontrar Brad Pitt passeando em seu iate ou a Claudia Schiffer desfilando com seu poodle pelo Boulevard de la Croisette. À noite, Cannes demonstra ter incorporado muito do estilo americano, com letreiros em néon na maioria dos restaurantes. Está localizada do sul da França, na très-chiq Riviera Francesa, que abriga os famosos - e caros - balneários Nice, Cannes, Monte Carlo e Saint-Tropez.




INFORMAÇÕES E SERVIÇOS


Fuso horário - 4 horas a mais em relação a Brasília

DDI - 0033

Site da cidade - www.cannes.fr

Site do país - www.franceguide.com

Moeda - euro

Valor de troca - € 1 = R$2,60 = US$1,25

Idioma - francês (français, francês; French, inglês)

fonte: uol viagens