Poços de Caldas, um brinde às águas e às belezas naturais no Sul de Minas Gerais

Arte UOL

De um vulcão que sumiu há séculos e séculos nasceu a região onde está uma das cidades mais aconchegantes de Minas Gerais. As águas ricas em enxofre que borbulham do solo e o clima de montanha tornaram Poços de Caldas um lugar irresistível. Tanto que a cidade pode muito bem ser o sinônimo de descanso. O som das águas que surge a cada canto tranquiliza. As praças arborizadas transmitem um estado de paz e as belezas naturais renovam as energias.


Por tudo isso, Poços respira turismo. São 72 hotéis e pousadas espalhados por toda a cidade. Muito com programações e monitores para todos os públicos. Nas ruas, ônibus turísticos cruzam a cidade a todo momento e, nas atrações, os cliques de câmeras fotográficas são constantes.


Mas todo esse potencial turístico não é novidade para Poços.

A cidade já viveu anos de ainda mais glamour e, para seus habitantes, deveria ser a ‘Las Vegas brasileira’, se o jogo não tivesse sido proibido no país.



Anos 1940, o apogeu de Poços de Caldas


A elite intelectual brasileira caminhava pelos jardins de Poços, as famílias abastadas passavam fins de semanas para tratar seus parentes nas termas medicinais e as fichas de cassino eram tão comuns que eram usadas como dinheiro nas lojas. Carmen Miranda, Santos Dumont e Juscelino Kubitschek estavam sempre por lá.


Este cenário era a rotina de Poços no início da década de 1940. Até o então presidente Getúlio Vargas usava a suntuosa suíte presidencial do Hotel Palace, de 154 m² e com um lustre de cristal belga, para trabalhar. Ele chegou a trazer móveis do Palácio do Catete, antiga sede do governo, que ainda hoje decoram o quarto de hotel mais famoso da cidade.


Mas se o auge ocorreu nessa década, o início do declínio também. Dois fatos históricos transformaram Poços. O primeiro: a proibição do jogo no Brasil em 1946. O dinheiro do cassino secou, os turistas diminuíram e o glamour acabou. Depois veio a descoberta da penicilina. Frente aos antibióticos, os tratamentos termais tornaram-se obsoletos e caros.


Mesmo com as dificuldades, nem tudo estava acabado para a cidade. As fontes e as belezas naturais conseguiram manter a atração do município que hoje possui mais de 150 mil habitantes. Poços virou uma das cidades favoritas para casais em lua-de-mel. As praças arborizadas, o charme de décadas, o clima tranquilo, tudo é atração para quem troca alianças.


Belezas naturais no alto da serra


A natureza em Poços de Caldas é privilegiada. Localizada no alto da Serra da Mantiqueira, a 1.200m de altitude, em um vale cercado de muito verde. No volante do próprio carro, sem encarar estradas de terra, é fácil encontrar mirantes, trilhas, fontes e quedas d’água. Muitas quedas d’águas! As mais belas são a comprida cascata Véu das Noivas e a cascata das Antas, onde estão as ruínas de uma das primeiras usinas hidrelétricas construídas no Brasil, erguida em 1898.


Entretanto, a grande atração – e o motivo da fundação da cidade – é a água que borbulha do solo a uma temperatura de 40ºC. Em torno de suas fontes, a cidade cresceu, virou centro de tratamento de doenças e, no século 20, ganhou o maior balneário da América Latina, as Termas Antônio Carlos. Em arquitetura romana e com mais de 60 anos de história, as termas funcionam ainda hoje a todo vapor e oferecem banhos de imersão, saunas, inalação, duchas, tudo com a famosa água sulforosa.



Alcalina e rica em enxofre e sais minerais, a água sulforosa de Poços é indicada para diversas doenças: inflamações, nevralgias, doenças de pele, bronquite, asma, gastrites, úlcera, prisão de ventre, reumatismo, dermatites e muitas outras. No entanto, assim como remédios, a água possui contra-indicações. Não deve ser usada por pacientes com processos infecciosos, insuficiência hepática aguda e processos inflamatórios severos.


Além da água, outra especialidade poço-caldense são os cristais criados no mesmo estilo dos artesãos da ilha de Murano, em Veneza, na Itália. O pioneiro na arte com vidros na cidade mineira foi o italiano Mário Seguso. Em 1965, ele abriu a loja Ca D’oro e ensinou a técnica milenar para fazer cristais a seus aprendizes. Desde então, virou uma dos principais atrativos da cidade. Como os cristais são feitos a mão, uma peça nunca é igual à outra. Hoje, além da comercialização, pode-se assistir ao vivo ao processo de produção dos vidros dentro da própria loja.


Em Poços de Caldas, qualquer fim de semana vale uma visita. O município fica a cerca de 240 quilômetros de São Paulo (SP) e, apesar de estar em Minas Gerais, recebe mais turistas paulistas. O ideal é curtir a cidade ao menos por três dias para aproveitar com calma. A altitude proporciona temperaturas baixas em julho. É o mês da alta temporada. Os hotéis ficam cheios e temperatura pode chegar a -2o C. Clima ótimo para um vinho, uma sauna nas termas ou um passeio bem agasalhado pela praça central. Em Poços, o que não faltam são bons – e tranquilos - programas.

PORTAIS REGIONAIS

Prefeitura de Poços de Caldas
www.pocosdecaldas.mg.gov.br

Portal Poços de Caldas
www.pocosnarede.com



Chapada Diamantina tem passeios de aventura, esportes radicais e uma paisagem de beleza gigante

Os pés ganham bolhas, o band-aid caiu com o suor, a água potável está no fim e não há banheiro nas proximidades. Mesmo assim, a serotonina está em festa. Nas trilhas da Chapada Diamantina, os probleminhas domésticos diminuem de tamanho diante da beleza gigante da paisagem.

Formada por 57 municípios no sertão da Bahia, a região atrai visitantes com uma combinação de temperaturas avessas (o frio serrano à noite e o calor dos passeios sob o sol) e turismo deaventura. O garimpo mecanizado foi proibido em 1996, e desde então o poder público e os moradores apostam em "novas" fontes de renda: a visitação a cavernas, grutas, rios, cachoeiras, morros e trilhas cravados na rocha há séculos.



Lençóis é a principal porta de entrada da Chapada, com aeroporto e boa infra-estrutura de hotéis, pousadas e restaurantes. Fica a 409 km de Salvador. O município tem apenas uma agência bancária e uma dúzia de agências de turismo, localizadas no centro histórico, tombado pelo Iphan (Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).



Elas organizam pacotes diários, de van ou jipe, para cartões-postais como o Morro do Pai Inácio, a Cachoeira da Fumaça, a Cachoeira do Buracão e a gruta da Lapa Doce. Também dispõem de guias bilíngües e de instrutores para esportes radicais como rapel e mountain bike.

Dicas de sobrevivência? Vá com calma nas trilhas, comece pelas mais fáceis até pegar o ritmo de longas caminhadas. Leve dois pares de calçados aptos a subir e descer em pedras escorregadias. Sucos e achocolatados podem forrar as mochilas: ar puro dá fome. E não se constranja de parar tudo para assistir ao espetáculo das bromélias vermelhas na pedra. Milhões destas flores nascem e morrem no sertão brasileiro para ninguém ver.

O ET das Paridas

Uma prova da constante revitalização da geografia ancestral é a Serra das Paridas, um sítio arqueológico que entrou no roteiro turístico no início de 2007. Quem descobriu o extenso corredor de pinturas rupestres localizado a 36 km de Lençóis foram catadores de mangaba, após um incêndio ter destruído a vegetação sobre as rochas.

No sítio, acompanhado de um guia da Associação dos Condutores, o visitante percorre paredões de figuras coloridas que lembram mamíferos, peixes, pássaros, mulheres em posição de parto de cócoras e, ao final, uma pintura de duas partes, anunciada pelo guia como "fenomenal". A figura lembra os contornos da imagem clássica de um extraterrestre, o pescoço longo, a cabeça grande e projetada, dois olhos abertos e apenas três dedos nas mãos.


Ajuda a complementar o espanto a localização de uma esfera com furos (uma nave espacial?) logo acima da cabeça. Pensar que alienígenas integraram o imaginário de populações ancestrais na Bahia a ponto de serem reproduzidos cuidadosamente em linguagem não-verbal funciona como incentivo para conhecer aquela região onde vários séculos e milênios parecem convergir.

Belezas sempre vivas

Se Lençóis mira as pedras, em Mucugê, vizinha importante no roteiro da Chapada, os destaques são o conjunto arquitetônico da cidade e o Parque Municipal, que representam o que há de melhor em termos de atrativos nesta região com forte legado histórico do coronelismo e do Ciclo do Diamante. Lá estão o Projeto Sempre Viva e o Museu Vivo do Garimpo. Entre os atrativos naturais estão as cachoeiras das Piabinhas e Tiburtino, alcançadas por trilhas interpretativas.


"Já houve quem chegasse aqui e dissesse que o filme se passa na fronteira da Bahia com o Casaquistão." A frase é do cineasta Walter Salles, que escolheu vilarejos do Sertão da Chapada, uma área entre a Chapada e o Vale do Rio São Francisco, para cenários do seu filme "Abril Despedaçado". Em Mucugê, a equipe filmou os túmulos do cemitério bizantino. Rio de Contas, com seu Pico das Almas para escalar, foi outro ponto de locação.


Vale do Capão

A 70 km de Lençóis, o Vale do Capão, distrito de Palmeiras, parece fazer fronteira não com os russos da Ásia central, mas com os festeiros de Woodstock. É praticamente uma comunidade alternativa instalada nas bordas do Parque Nacional da Chapada Diamantina.

Quem chega até lá costuma buscar a aventura de subir o morro da Cachoeira da Fumaça e percorrer as longas trilhas do Vale do Paty. Donos de pousadas vêm incentivando o turismo que promove a saúde, com oferta de fitoterapia, massoterapia, saunas indígenas de purificação, banhos de argila e medicina holística. Tudo muito zen. Os corpos exaustos de subir e descer morro agradecem.



PORTAIS REGIONAIS


Site de turismo do Estado da Bahia
www.bahia.com.br

Cidade dos Diamantes
www.cidadedosdiamantes.com.br

Guia Chapada Diamantina
www.guiachapadadiamantina.com.br

Guia Lençóis
www.guialencois.com.br

Windhoek é a porta da fascinante Namíbia, na África


Compacta, limpa e segura. Sem exageros, esses são os adjetivos que melhor definem Windhoek, a capital de um dos países mais fascinantes do sul do continente africano, a Namíbia.

Seu pequeno e tranquilo centro financeiro concentra os principais atrativos turísticos da cidade com construções de estilos trazidos da Europa e ruas de nomes complexos que não negam seu passado.

Nas calçadas da Independence Avenue, todas as raças e línguas se cruzam nessa que é a mais importante via de circulação de Windhoek, cidade localizada a 1660 metros de altura, em pleno centro do país. Africâneres, oshivambos, hereros e até os himbas, os famosos habitantes do distante norte conhecidos por seus corpos pintados, podem ser vistos na região.

É ali, entre edifícios coloniais alemães e mulheres negras de coloridas roupas tradicionais, que a África se encontra com a Europa. Mas não é de hoje que a cidade, assim como todo o país, vem provando que tem talento para abrigar povos de cores e culturas tão opostas.



A Namíbia, cujos primeiros visitantes europeus vinham de Portugal, já foi administrada pela Alemanha, de 1885 até a sua derrota na Primeira Guerra Mundial, e pela União Sul-Africana, atual território da África do Sul, a partir de 1910.

O resultado é um país que, aos poucos, vai encontrando seu espaço.

Os produtos são importados do país vizinho, a música ainda tem o mesmo sotaque e ritmo da África do Sul e a moeda local, o dólar namibiano, segue atrelado ao rand sul-africano e confunde os visitantes estrangeiros.



Há exatos 20 anos, o país declarava sua independência do vizinho indesejado, uma violenta disputa de poder entre as forças sul-africanas e a Swapo ('Organização do Povo da África do Sudoeste') que tivera início, em 1966, e só foi finalizada quando essa assumiu o poder, 23 anos mais tarde.

Porém, a Namíbia ainda busca sua própria identidade e, lentamente, vai mostrando para o mundo por que sua paisagem impressionante de selvas e desertos alaranjados tem fascinado viajantes de todo o mundo.

E a porta de entrada para esse cenário de beleza única ainda é Windhoek, a simpática capital com ares de interior que fica entre a África e a Europa.


INFORMAÇÕES E SERVIÇO

Site da Namíbia - www.grnnet.gov.na

Site do Ministério do Meio Ambiente e Turismo da Namíbia - www.met.gov.na

Site de turismo da Namíbiawww.namibiatourism.com.na

Site de Windhoek - www.windhoekcc.org.na


Informações Turísticas


Windhoek Tourism Information
Post Street Mall, s/n e Independence Avenue, s/n (esquina da Fidel Castro Street).
Tel: (264) (61) 290-2092 / 2596.
De seg. a sex. das 7h30 às 16h30. (fechado entre às 13h às 14h).

DDI da Namíbia – (264)

Código de acesso da Namíbia - (61)

Idiomas – inglês, línguas de origens banto e indo-germânicas, como africâner e alemão.

Moeda – A moeda oficial do país é o dólar namibiano (N$), mas o rand rul-rfricano circula normalmente em toda a cidade, o que facilita a vida do turista que vem da África do Sul e não precisa trocar dinheiro. As notas são de N$ 10, 20, 50, 100 e 200, e as moedas de 5, 10 e 50 centavos de dólar namibiano e de N$ 1 e N$ 5. A cidade possui uma eficiente rede de caixas eletrônicos para saques em moeda local. Prefira os estabelecimentos situados no interior de agências bancárias, na Independence Avenue e transversais, ou estabelecimentos comerciais como shoppings. Já os bancos funcionam das 9h às 15h30, de seg. a sex.; e das 9h às 11h, aos sábados.

Fuso horário – A Namíbia está cinco horas a mais em relação a Brasília.

Horário comercial – Os horários de funcionamento dos estabelecimentos costumam ser bem curtos, por isso programa-se com antecedência. Os shoppings e o comércio em geral abrem de seg. a sex. das 9h às 17h, e sáb. das 9h às 13h. Alguns estão abertos também aos domingos.

Clima – Localizada no centro da Namíbia, a cidade apresenta clima semi-desértico, o que significa dizer que os dias são, geralmente, secos e quentes. As chuvas são mais comuns entre outubro e abril, meses de verão. A temperatura gira em torno dos 30º, durante o dia, e podem chegar a 15º, à noite.


Internet – Os raros serviços de conexão oferecidos na cidade são caros e, extremamente, lentos. Por isso, utilize a internet em último caso e programe-se para usá-la antes ou depois de sua paisagem pela Namíbia. A exceção fica por conta dos serviços oferecidos em hotel ou albergues da cidade.


Documentos – Não é necessário visto antecipado para entrar na Namíbia, apenas passaporte válido por, pelo menos, seis meses.

Reembolso de impostos – Estrangeiros e não residentes têm direito a reembolso de 15% do VAT, imposto cobrado sobre todos os produtos adquiridos no país. Para isso, dirija-se ao balcão do Ministério de Finanças, no aeroporto internacional, e apresente todas as notas fiscais com descrição dos produtos comprados. Preencha o formulário e carimbe-o, antes de fazer o check-in. Ao ingressar na sala de embarque, apresente-o no balcão de reembolso. No entanto, pense duas vezes antes de encarar todos os procedimentos, pois as taxas de comissão são altíssimas. Por exemplo, se o estrangeiro gastar N$ 600 em compras, o reembolso de imposto deveria ser, na prática, N$ 80. Mas com o desconto de todas as outras taxas, o valor a ser devolvido será de, pasmem, N$ 4, ou seja, menos de US$ 1, na cotação de março de 2010. Conclusão: Não perca seu tempo entre formulários e filas.

História, arquitetura e muitas cores são as atrações de Curaçao, nas Antilhas Holandesas



Uma das muitas explicações de porque toda a ilha de Curaçao é tão colorida vem de uma história que ninguém sabe dizer se é verdadeira. Consta que um governador, há muitos anos, sentia dores de cabeça terríveis por todas as construções serem pintadas de branco e refletirem muito a luz do sol. Ele teria então sugerido algo a seus conterrâneos: colocar outras cores nas fachadas de suas residências e comércios; ele mesmo passaria a usar o amarelo em todas as construções que tivessem a ver com o governo. E assim nasceu o colorido dessa simpática e pequena ilha do Caribe.

E quem se importa se a história é mesmo real? Todo o colorido de Punda e Otrobanda combina perfeitamente com os muitos tons de azul que você vai aprender a reconhecer no mar que banha Curaçao, nos de branco presentes na areia de cada uma das praias de cartão-postal, ou nos verdes do corpo das iguanas, o animal símbolo da ilha.

Acostume-se, aliás, a encontrar bichinhos pela ilha. Sejam grandes como os golfinhos e focas do Seaquarium, os lagartos que vivem livres perto das cavernas Hato, ou os muitos peixes que vão cercar você assim que entrar nas águas da lindíssima praia de Porto Mari.Tudo em Curaçao parece querer dar um 'oi' para o visitante assim que o avista.



A ilha, porém, tem mais do que belezas naturais. Descoberta apenas um ano antes do Brasil, Curaçao também teve um histórico de escravidão, que rendeu ao destino uma série de atrações voltadas ao tema, como o museu Kura Hulanda, ou as Cavernas Hato. Isso sem contar os muitos fortes que protegeram o país em outros tempos e que hoje compõem alguns dos pontos turísticos mais interessantes para o visitante.


A arte dos curaçolenhos também instiga a curiosidade, seja nas pinturas das 'deusas' azuis de Nena Sanchez, nas imagens artesanais do que seria a mulher tradicional do país, na arquitetura com várias influências, além da holandesa (país do qual foi colônia e para o qual responde até hoje, mesmo com o sistema parlamentarista instaurado), e até nas variações de iguanas, animal símbolo da ilha, encontradas em todas as lojas, na forma dos mais diferentes objetos. Mas o país todo tem seu charme - a capital, Willemstad, por exemplo, é desde 1997 considerada pela Unesco Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade.

Bon Bini
A origem do nome da ilha, tão parecido com a palavra 'coração' é incerta. Seja por ser considerada o centro das Antilhas, seja por ter sido o local em que marinheiros com escorbuto se curaram, ou por uma homenagem ao Sagrado Coração de Maria, Curaçao ganhou seu nome depois de ser primeiramente batizada como 'ilha dos gigantes'.


O papiamento, a língua oficial, tem muitas semelhanças com o português (e com o palavreado adotado no Hopi Hari, parque de diversões de São Paulo). E ouvi-la durante a sua estadia em Curaçao só fará com que você se sinta ainda mais em casa entre o mar e o sol do Caribe.


INFORMAÇÕES E SERVIÇO


Site do país - www.curacao-gov.an

Site de Turismo do país - www.curacao.com


Informações turísticas - Curaçao Tourist Board - Pietermaai 19, tel: (5999) 434-8200. De seg. a sex., das 8h às 18h. Sábados, das 8h às 17h. www.ctb.an

Fuso horário - Uma hora a menos que Brasília.

Código do país - 5999. O minuto de ligação internacional, dentro dos hotéis, é extremamente caro. O ideal é comprar um cartão telefônico e usá-lo nos telefones públicos dispostos pela ilha (é mais difícil de encontrá-los próximos aos hotéis).

Moeda - Florin, mas dólares são bastante aceitos na ilha (inclusive como troco, caso o turista peça). Para saber a cotação da moeda local, acesse: economia.uol.com.br/cotacoes

Idioma - Papiamento, holandês, espanhol e inglês.

Documentos - Brasileiros não precisam de visto antecipado para entrar em Curaçao. Basta estar com o passaporte válido.

Clima - A temperatura média em Curaçao é de 27º.

Eletricidade - Há tomadas de 127V e 220V na maioria dos hotéis. As tomadas costumam ser as de formato norte-americano.

Gorjeta - 10% do valor da conta em restaurantes é o valor padrão esperado pelos garçons, mesma quantia dada a taxistas. Para carregadores de malas, é de praxe deixar um florin por mala.


Porta de entrada para a Nova Zelândia, Auckland é a terra do bungee jump e dos barcos



Auckland não é a capital, mas é, sem dúvida, a cidade mais importante da Nova Zelândia. A descolada metrópole é o principal centro financeiro do país e um dos destinos preferidos dos turistas que decidem dar um pulo na Oceania.

Mesclando beleza natural e modernidade, Auckland é uma boa pedida para quem é urbano, mas não dispensa o contato com a natureza. As atrações da cidade vão das galerias de arte aos vulcões, passando por um zoológico imperdível e cassinos disputados.

Representando o espírito aventureiro da Nova Zelândia (o país é conhecido como capital mundial dos esportes radicais), Auckland oferece atividades como o bungee jump. A queda livre pode ser realizada em vários pontos da cidade, mas é no edifício Sky Tower que a maioria quer se arriscar. De lá, os corajosos saltam de uma altura de 192 metros.

Para os que preferem programas menos emocionantes, Auckland reserva passeios históricos e culturais imperdíveis. Em Waitakere, região a oeste do centro da cidade, não dá para deixar de entrar nas butiques e galerias de arte ou parar para comer nos restaurantes dedicados à culinária internacional e nos charmosos cafés. Já em Manakau, deixe-se perder nas boas lojas especializadas em vinhos e dê uma olhada na vila histórica de Howick.



Auckland é também a "Cidade da Vela". Apelidada assim por ser sede da tradicional regata mundial America'a Cup, a cidade tem o maior número de barcos por pessoa do mundo.

Quando o assunto é natureza, a metrópole também não deixa a desejar. As praias e os mais de 50vulcões inativos espalhados pela cidade fazem a alegria dos que não dispensam passeios ecológicos. Do porto, os mais animados podem escapar para as ilhas do golfo Hakurai, como Rangitoto e Waiheke.

Como se não bastassem tantas atrações, Auckland tem um clima agradável e povo amistoso. Ou seja, motivo é o que não falta para aparecer por aquelas bandas, por isso, prepare-se para uma viagem agradável e cheia de aventura!


PORTAIS REGIONAIS


Site Oficial de Turismo de Auckland
www.aucklandnz.com

Auckland City Council
www.aucklandcity.govt.nz

No sul da França, Cannes abriga um dos festivais de cinema mais importantes do mundo



Conhecida mundialmente pelo seu Festival de Cinema, Cannes, com aproximadamente 70 mil habitantes, localiza-se na Baie de Cannes e é uma das pérolas do Mediterrâneo. Como sonhar é gratuito, pense que pode encontrar Brad Pitt passeando em seu iate ou a Claudia Schiffer desfilando com seu poodle pelo Boulevard de la Croisette. À noite, Cannes demonstra ter incorporado muito do estilo americano, com letreiros em néon na maioria dos restaurantes. Está localizada do sul da França, na très-chiq Riviera Francesa, que abriga os famosos - e caros - balneários Nice, Cannes, Monte Carlo e Saint-Tropez.




INFORMAÇÕES E SERVIÇOS


Fuso horário - 4 horas a mais em relação a Brasília

DDI - 0033

Site da cidade - www.cannes.fr

Site do país - www.franceguide.com

Moeda - euro

Valor de troca - € 1 = R$2,60 = US$1,25

Idioma - francês (français, francês; French, inglês)

fonte: uol viagens

Sagrada para tantas religiões, Jerusalém tem um lado moderno e laico que pouca gente conhece



A cidade sagrada para as três principais religiões monoteístas do mundo pode criar um efeito que já foi diagnosticado pela psiquiatria: a Síndrome de Jerusalém, que faz com que alguns visitantes subitamente passem a agir como se fossem reencarnações de São João Batista, por exemplo. Mas a grande maioria dos turistas tende a apenas ficar atônito diante da beleza de suas pedras douradas refletidas ao pôr do sol, da religiosidade e, por que não dizer, tensão política, que emanam de seus cerca de quatro mil anos de história.

Há duas "Jerusaléns" dentro da cidade. A chamada "Cidade Velha", cujos limites são as muralhas e a "Cidade Nova", a parte de fora, que, no entanto, conta com alguns sítios históricos tão ou mais antigos que os compreendidos dentro da muralha. A Jerusalém da época do Rei Davi hoje escavações que podem ser visitadas -, por exemplo, estão fora das muralhas. Alguns dos locais mais sagrados para o Cristianismo, como o Jardim das Oliveiras, também.

Ocupando uma área de apenas um quilômetro quadrado, a Cidade Velha é dividida em quatro bairros - o Judaico, Muçulmano, Cristão e Armênio. No limite entre o quarteirão Judaico e o Muçulmano estão os lugares mais sagrados para cada um deles: o Muro das Lamentações e a Mesquita do Domo da Rocha, respectivamente. O local mais santo para o Cristianismo, a Via Sacra, com todas as suas estações, culminando no Santo Sepulcro, está espalhada entre os blocos Muçulmano e Cristão.





Todo esse caldeirão cultural torna a Cidade Velha uma verdadeira sopa de credos e costumes. Em vários pontos, a Via Sacra coincide com os souks - as ruas de comércio árabes --, de modo que cristãos de diversas linhas andam por entre lojinhas repletas de badulaques e cruzam com árabes, judeus ortodoxos e soldados israelenses carregando seus fuzis. Uma situação que pode parecer tensa, mas é só um dia normal no lugar mais peculiar do mundo.



Uma cidade moderna

Claro que visitar Jerusalém significa um mergulho no passado. Mas há também a parte moderna e laica dessa cidade de 700 mil habitantes - quase 10% da população do país - e que foi declarada capital em 1950. Principalmente no verão, os bares no centro da parte nova da cidade ficam cheios de jovens. E lugares como a Antiga Estação de Trem são boas pedidas para continuar a noite num país que é conhecido pelas baladas de música eletrônica. Nesse ponto, Jerusalém é bem menos animada que Tel Aviv, mas há onde sair.

Outra coisa que você vai ter que fazer aqui é se embrenhar nos museus. Jerusalém tem alguns dos mais tecnológicos do mundo. O Yad Vashem ou Museu do Holocausto é muito triste, mas uma atração quase obrigatória. O Museu de Israel mostra um lado moderno e alto-astral do país. Aqui, até hospital pode virar atração turística. O Hadassah guarda as Janelas de Chagall, coleção de vitrais do artista russo.


No coração de Israel

Jerusalém está bem no meio do país, o que a torna uma boa base para conhecer ao redor. A capital econômica do país, Tel Aviv, está a apenas uma hora em direção ao litoral. O Mar Morto fica a menos de duas horas. E Eilat, a cidade de veraneio às margens do Mar Vermelho, no extremo sul do país, pode ser alcançada a apenas quatro horas de automóvel.

A uma altitude de 750 metros e com baixa umidade relativa do ar, mesmo no verão as noites de Jerusalém são frescas. No inverno - entre novembro e março - espere pegar um frio razoável, mas que dificilmente ultrapassa o zero grau. Mesmo assim, muita gente prefere visitar a cidade nesta época do ano, já que os preços de hotéis caem bastante. No alto verão - julho e agosto - tudo fica bastante tumultuado e caro. Fique atento também aos feriados religiosos judaicos, que, por seguirem o calendário lunar, mudam a cada ano. O site www.ou.org lista todos.


INFORMAÇÕES E SERVIÇOS


Site de turismo do país - www.goisrael.com

Site de turismo da cidade - www.gojerusalem.com

Embaixada Brasileira em Israel - Rua Yehuda HaLevi, 23, 30º andar, Tel Aviv, tel. (03) 691 9292.www.brazilianembassy.org.il

Idioma - Hebraico e árabe

Fuso horário - Cinco horas a mais em relação a Brasília

DDI - 972 (Israel)

Código de acesso da cidade - 02

Telefones de emergência - 102 (bombeiros), 101 (emergência), 100 (polícia).

Informações Turísticas - Há vários postos de informações turísticas em Jerusalém, com funcionários muito prestativos. O de Jaffa Gate (tel. 627 1422, www.tourism.gov.il) promove até passeios gratuitos a pé pela cidade.

Moeda - A moeda israelense é o Novo Shekel (NIS), que se divide em cêntimos, as agurot.

Valor de troca - Acesse economia.uol.com.br/cotacoes para acompanhar a cotação da moeda local.

Câmbio - Os melhores lugares para trocar dinheiro são as lojas privadas, que não cobram comissão de 4% cobradas pelos bancos. Há vários espalhados na Cidade Velha - especialmente perto dos portões de Jaffa e Damascus. No centro novo, há vários câmbios na região da Ben Yehuda. Note que sexta, os câmbios só funcionam de manhã e, no sábado, fecham o dia inteiro. Domingo é dia útil.

Gorjetas - Incluir o serviço na conta (ou avisar quando não está incluído) é algo que tem ficado mais popular ultimamente. Em cafés e lanchonetes, espere entre 10% a 12%. Já em restaurantes mais chiques é esperado que se deixe 15%. Mas é sempre bom dar uma olhada ao redor para ver o que os outros clientes estão fazendo.

Telefone - Para chamadas locais e também internacionais, o melhor é usar cartões telefônicos, encontrados em vários lugares, como postos do correio, bancas de jornais e quiosques de loteria.

Internet - É muito fácil encontrar internet cafés que cobram, em média, NIS 20 por hora. Mais fácil ainda achar espaços WiFi em cafés que, geralmente, não cobram nada. Já nos hotéis mais caros costuma haver uma taxa para conectar o laptop à rede.

Segurança - Jerusalém é uma cidade muito segura em termos de crime - mesmo durante a noite, pode-se andar na rua sem medo (a única área a ser evitada é a do Monte das Oliveiras). Quanto a terrorismo, a situação está calma no momento, mas isso é algo que não se pode prever. Como regra geral, é bom evitar grandes aglomerações. E prepare-se para ter a bolsa ou mochila revistados na porta de todos os estabelecimentos, inclusive bares e restaurantes. No começo assusta, depois, o pesado esquema de segurança passa a ser algo normal. Antes de viajar, não custa acompanhar as notícias nos bons jornais em língua inglesa: O Jerusalem Post (www.jpost.com) e Ha'arezt (www.haaretzdaily.com).

Voltagem e tomadas - Em Israel, a voltagem padrão é 230V e as tomadas são do tipo europeu, redondas, com dois ou três pinos.

Vacinas - Nenhuma em especial.


Com atrações naturais e históricas, Cancún é um dos mais divertidos destinos do Caribe


Cancún é um dos principais destinos turísticos do México e não é difícil entender por quê. Localizado na Península de Yucatán, na costa sudeste do país, e banhado pelo mar do Caribe, o balneário está cercado por algumas das mais belas praias do mundo. A visão remete, sem dúvida, a uma obra de arte tropical: a água exibe infinitas gradações azuis e quebra em areias de textura fofa e cor branca, de onde brotam palmeiras que dançam ao sabor do vento.

Tal clima de ilha deserta, porém, é parte de um contexto bem mais amplo: Cancún é um resort turístico por excelência e, sobre sua paradisíaca orla, surgem hotéis de arquitetura imponente e piscinas que parecem fundir-se com as águas marinhas. As opções de entretenimento oferecidas aos visitantes são tão inventivas quando variadas: a cidade está rodeada por outros grandes destinos mexicanos, como a ilha de Cozumel e a Isla Mujeres, e, dentro dessa região, é possível mergulhar com golfinhos, nadar dentro de cavernas, conhecer ruínas maias e se divertir em suntuosos campos de golfe.

E quando o sol de põe sobre a lagoa Nichupté, que permeia Cancún, o lugar ganha outra dimensão: as inúmeras discotecas e bares locais dão o play na música, abrem as garrafas de tequila e a diversão só acabará no final da madrugada.


A alta temporada do turismo em Cancún vigora entre o final de dezembro e meados de abril. O restante do ano é considerado baixa temporada e os preços dos hotéis no balneário diminuem um pouco. Mas há que se levar em consideração um fator importante: a região é geralmente atingida por furacões entre o começo de junho e o começo de novembro.

Cancún sofreu muitos prejuízos no primeiro semestre de 2009, com a pandemia causada pelo vírus A H1N1 (que teve seu epicentro no México). Mas a situação vem melhorando aos poucos: a taxa de ocupação hoteleira da cidade, que foi de apenas 20% em maio de 2009, já havia subido para 44% no mês de setembro (o normal, porém, seria uma ocupação de pelo menos 70%). Enquanto o pânico provocado pela gripe suína se dissipa, o balneário volta a mostrar ao mundo o que tem de melhor: muitas atrações históricas, naturais e noturnas, perfeitas tanto para um passeio familiar como para uma excursão regada a boemia.

INFORMAÇÕES E SERVIÇO


Site do México - www.visitmexico.com

Site de Cancún - www.cancun.travel

Idioma - Espanhol (fala-se inglês nas áreas turísticas do balneário)

Fuso horário - Entre três e quatro horas a menos que Brasília, dependendo do horário de verão.

Código telefônico do México - 52

Código de acesso de Cancún - 998

Telefone para Emergências em Cancún - 066

Telefone da Polícia Turística - 52 (998) 885-2277

Moeda - Peso (para ver a cotação atualizada, acesse: economia.uol.com.br/cotacoes). Dólares norte-americanos são aceitos por boa parte do comércio local, mas o troco é devolvido em moeda mexicana.


Horário do Comércio - Na Zona Hotelera, onde se encontra a grande oferta de hospedagem em Cancún, a maior parte dos centros comerciais funciona entre as 10h e às 22h. Já os bancos operam das 9h às 16h (há uma agência do HSBC na Zona Hotelera que fica aberta até às 19h). E os correios funcionam das 9h às 15h.

Câmbio - A maioria dos hotéis de Cancún troca dinheiro, mas o visitante irá encontrar melhores cotações em bancos e casas de câmbio. Na Zona Hotelera, pode-se trocar dinheiro nos seguintes bancos (é necessário apresentar o passaporte para se realizar a transação):

Banamex: Plaza Terramar & Royal Mayan - km 17, tel. 52 (998) 883-3100. Aberto das 9h às 16h.

BBVA-Bancomer: Boulevard Kukulcan - km 9, tel. 52 (998) 883-1128. Aberto das 9h às 16h.

HSBC: Plaza Caracol, tel. 52 (998) 883-4652. Aberto das 8h às 19h.

Correios - A principal agência do centro de Cancún está localizada na Avenida Xel-Ha, 2 - SM 28, tel. 52 (998) 884-1418.

Embaixada brasileira no México - Lope de Armendariz, 130 - Lomas Virreyes - México, D.F., tel. 52 (55) 5201-4531. www.brasil.org.mx

Gorjeta - Costuma-se deixar 15% do preço da refeição como gorjeta aos garçons (às vezes o valor já vem incluído na conta).

Eletricidade - Corrente de 110V.

Feriados
5 de fevereiro: Dia da Constituição
31 de março: Aniversário de Benito Juarez
15 de setembro: Dia da Independência
20 de novembro: Dia da Revolução Mexicana
25 de dezembro e 1 de janeiro: Natal e Ano Novo

Machu Picchu, cidade sagrada dos incas, encanta os visitantes com a sua combinação de natureza, história e mistério


Franceses, chineses, australianos, americanos, argentinos, brasileiros. Os habitantes da enigmática Machu Picchu são mesmo os turistas vindos de todas as partes do planeta. Sua peculiar beleza natural e arquitetônica, somada ao manto de mistério que se criou em torno da sua origem, transformou a cidade sagrada dos incas em um dos destinos turísticos mais populares do mundo.

A construção erguida no século 15 pela antiga civilização incaica atrai quase um milhão de visitantes por ano ao Peru, tornando-se o roteiro ideal para diferentes gostos e bolsos. É o principal objetivo dos mochileiros que querem explorar as mais belas paisagens da América do Sul. Todo aventureiro que se preze tem uma foto sua com as ruínas ao fundo. O empresário megamilionário Bill Gates também tem. Ele faz parte de uma lista de afortunados que podem pagar a valiosa diária do único hotel com vista para o complexo arqueológico, o Machu Picchu Sanctuary Lodge.

Todos parecem ter a mesma opinião sobre o Santuário Histórico de Machu Picchu, como é oficialmente chamado: o lugar emite vibrações positivas que fazem do passeio um momento mágico, sem igual. Nos últimos anos, grupos esotéricos e religiosos vêm escolhendo o santuário como ponto de encontro para a realização de suas práticas místicas.


Boa parte dessa sensação está relacionada ao fato de o visitante saber que está penetrando em um lugar cuja história escrita não existe e onde muito pouco se conhece sobre sua criação. Por que osincas construíram, ocuparam e logo abandonaram a vila de pedra de quase um quilômetro de extensão são segredos ainda sem respostas.

A cidade perdida dos incas, como é apelidada, permaneceu oculta durante cinco séculos, até ser descoberta de forma casual, em 1911, pelo explorador norte-americano Hiram Bingham. No início, estudiosos pensavam que se tratava de uma fortaleza, mas com o avanço das escavações descobriram que a maioria dos esqueletos eram de mulheres, surgindo a hipótese de o lugar ter sido um monastério para as "virgens do Sol", personagens fundamentais da vida religiosa dos incas.

Depois os pesquisadores sustentaram que o local foi feito para a observação dos astros. O monumento de pedra Intihuatana, que significa "lugar onde se amarra o Sol", era usado como um relógio solar para marcar as estações do ano. Estudos mais recentes defendem que a cidadela foi, como as pirâmides dos faraós do Egito, um ostentoso mausoléu construído para Pachakuteq, fundador e primeiro imperador do extinto Império Inca.

Em meio a tantas especulações, uma certeza: a cidade, construída a 2.350 metros de altitude dosAndes peruanos, era um lugar sagrado, onde somente o inca, a nobreza, os sacerdotes e as mulheres escolhidas podiam entrar.


No caminho dos incas

Hoje, percorrer a famosa trilha que liga Cusco, a capital incaica, até Machu Picchu significa refazer a rota desses antigos habitantes andinos. O percurso, que faz parte da rede de caminhos que uniam os principais centros administrativos e religiosos do império, é um espetáculo à parte.

O trajeto mais popular dura quatro dias e dá ao caminhante a oportunidade de admirar uma paisagem natural que alterna o andino e o amazônico, além de encontrar restos arqueológicos jamais estudados. A trilha, que guarda segredos inimagináveis, é uma velha conhecida dos viajantes e figura entre os melhores destinos para a prática de trekking no mundo.

A opção para quem não quer fazer muito esforço físico ou está com pouco tempo ou prefere serviços que abusam do conforto é chegar até as famosas ruínas pelos trilhos de ferro. Todos os dias, pela manhã, saem de Cusco diferentes tipos de trem a caminho de Águas Calientes, vilarejo que serve de apoio logístico ao santuário. São quase quatro horas de viagem, que podem ser feitas no luxuoso "Hiram Birgham" ou no descontraído "backpacker".

Em qualquer uma das escolhas, o viajante será facilmente conduzido a refletir sobre a impressionantesabedoria inca, que há muitos séculos conseguiu alcançar a harmonia entre o conhecimento científico e espiritual, entre o homem e a natureza.

Saiba mais

- Machu Picchu, que em quechua significa "velha montanha", foi reconhecida pela Unesco, em 1981, como Patrimônio Cultural e Natural da Humanidade. Em 2007, foi eleita uma das Sete Novas Maravilhas do Mundo pela New Open World Corporation (NOWC).

- O território do Santuário Histórico e seu entorno abarcam diferentes pisos ecológicos que correspondem às regiões andina e amazônica. A área de fronteira entre esses dois importantes ecossistemas é chamada de Ceja de Selva e apresenta uma das maiores biodiversidades do mundo. Com mais de 32 mil hectares, Machu Picchu tem 10% das espécies de flora e 20% das de fauna que existem em todo o Peru.

- "Soroche" é a expressão usada para denominar o mal-estar provocado pelas grandes altitudes. Para evitá-lo é recomendável andar bem devagar e beber muita água e chá de coca, tradicional bebida inca. Há aqueles que preferem mastigar as folhas da planta colocadas no canto da boca do lado interior da bochecha.

- O Santuário Histórico de Machu Picchu pertence ao departamento de Cusco, província de Urubamba, distrito de Machupicchu. Suas ruínas estão localizadas do lado leste da montanha de mesmo nome.

- O clima da região é semitropical e a temperatura média durante o dia é de 16ºC. Nas noites de inverno, o termômetro chega a registar números negativos. Há duas estações bem marcadas: a época de chuvas, de novembro a março, e a de seca, de abril a outubro.

PORTAIS REGIONAIS


Comissão de Promoção do Peru para o Turismo (Prom Peru)
www.promperu.gob.pe/

Site oficial de Promoção do Peru (Prom Peru)
www.peru.org.pe

Instituto Nacional de Cultura (INC) de Cusco
www.inc-cusco.gob.pe/

Instituto Nacional de Recurso Naturais (Inrena)
www.inrena.gob.pe/