Conheça as belezas de South Beach, na Flórida, em 36 horas


South Beach sofre muito abuso de seus moradores. Perfume demais, dizem os críticos; cara demais, lotada demais. Mas como outras mecas americanas de decadência, South Beach (SoBe) ainda conta com uma atração democrática, irresistível. Para todos, do aposentado pálido de Iowa até o rapper dirigindo um Bentley, ela permanece um local onde ninguém tem vergonha de se pavonear. E mesmo moradores locais calejados ainda são indulgentes. Eles podem não tirar fotos, talvez se vistam de modo mais casual, mas pode apostar: eles mantêm os clássicos e ficam atentos às modas mais recentes como todo mundo... só não precisam se gabar.

Sexta-feira

17h - No passadiço

A praia nunca envelhece. Para uma experiência atemporal de South Beach, caminhe pelo passadiço de madeira que se estende da rua 21 até a 47, antes que os planejadores da prefeitura substituam a plataforma elevada por um caminho no nível do solo. Curta a vista: de um lado está o oceano; do outro, os hotéis art déco deteriorados, mas que ainda serão reformados, que oferecem um olhar para trás, tipo Pompéia, para Miami Beach quando trampolins e os muros de cor de pêssego ainda dominavam. Então volte ao presente em um ponto do momento: a piscina de cobertura do Gansevoort South (2377 Collins Avenue; 305-604-1000; gansevoortsouth.com). Beba um SoBe Carnival (cachaça, suco de abacaxi e manjericão; US$ 13) e aprecie as vistas tanto do oceano quanto da clientela festiva.

19h - Música, sem dançaHouse.

Salsa. Hip-hop. South Beach possui muitas trilhas sonoras, mas poucas instituições musicais daqui são tão amadas quanto a Orquestra Sinfônica do Novo Mundo (541 Lincoln Road; 305-673-3330; http://www.nws.edu/), uma academia orquestral fundada por Michael Tilson Thomas, diretor da Sinfônica de San Francisco. Apresentando extravagâncias com mídias mescladas em uma noite, concertos gratuitos de estudantes na outra, ela consegue ser tanto culta quanto acessível. Não deixe de comparar o atual lar art déco da sinfônica, no Lincoln Theater, com sua futura sede: o prédio projetado por Frank Gehry que está subindo a uma quadra ao norte.

21h - Comida e dança

Você pode seguir a manada ao Prime Italian (101 Ocean Drive; 305-695-8484; primeitalianmiami.com), onde as almôndegas Kobe são uma especialidade. Mas pratos mais leves, de slow food (a melhores preços), podem ser encontrados em Biscayne Bay, no Fratelli Lyon (4141 Northeast Second Avenue; 305-572-2901; fratellilyon.com). Os queijos frescos e azeites de oliva artesanais por si só fazem a viagem valer a pena. Além disso, você partirá com energia para dançar. Então siga diretamente para o Florida Room no Delano (1685 Collins Avenue; 305-674-6152; delano-hotel.com), onde na maioria das sextas-feiras, Angela Laino canta funk e soul acompanhada por uma banda rica em metais.

Sábado

7h - Trecho de areia

Nos mais de 10 anos que October Rose (sim, é uma pessoa real) oferece ioga em South Beach (yogasouthbeach.org), isso se transformou em uma instituição de 365 dias por ano. Às vezes há até 20 pessoas perto do posto do salva-vidas na Third Street, cada uma doando cerca de US$ 5, mas em uma manhã recente, apenas um único estudante estava presente: Tommy Tune, a lenda da canção e dança que, por acaso, é um frequentador regular. "Este é meu verdadeiro amor em South Beach, a ioga", ele disse, parecendo relaxado após sua recente sessão. E como todas aquelas posições deixarão você com fome, siga para o A La Folie (516 Espanola Way; 305-538-4484; alafoliecafe.com), uma gema francesa escondida onde o crepe de manteiga e açúcar com um cappuccino custa apenas US$ 6,50.

11h - E as maliciosas

Certamente, você poderia comprar algo novo. Mas por que não optar pela consignação? A Fly Boutique (650 Lincoln Road; 305-604-8508; flyboutiquevintage.com) está repleta de itens escassos, como echarpes Emilio Pucci por menos de US$ 100 até Levis clássicas e malas Louis Vuitton grandes o bastante para uma mudança para a Europa (apesar de que custarão US$ 1.495). A Beatnix (1149 Washington Street; 305-532-8733; beatnixmiami.com) oferece uma mistura mais centrada em trajes, principalmente de poliéster. Também onde as barwomen maliciosas de South Beach compram suas roupas estranhas. Por US$ 149, a Beatnix faz um combo de espartilho e tutu.

13h - Livros de culinária

Os miamianos às vezes brincam que sua livraria independente mais popular - a Books and Books - deveria ser rebatizada de Book and Book, de tão pouco que os moradores leem. Independente disso, a comida e o serviço em seu café em South Beach (927 Lincoln Road; 305-532-3222; booksandbooks.com) são tão consistentes quanto o senso de humor de Carl Hiaasen. Os bolos de siri de Key West (US$ 12,95) são ricos em sabor, mas não pesados demais, e os bolinhos caseiros e espresso Illy podem explicar por que Malcolm Gladwell e outros escritores passam horas vagabundeando nas mesas ao ar livre. Ou talvez sejam realmente os livros: afinal, a livraria foi ampliada no ano passado.

15h - Bola!

Agora é hora de um pouco de força. Tente dar tacadas em um grande balde de bolas (US$ 12) no Miami Beach Golf Club (2301 Alton Road; 305-532-3350; miamibeachgolfclub.com). Enquanto você direciona sua tacada para o Atlântico não tão distante, tente imaginar a vista em 1923, quando o campo foi inaugurado, ou durante a Segunda Guerra Mundial, quando o Exército alugou o campo por US$ 1 por dia e atirava granadas de fumaça por todos os greens.

20h - Dando uma de Gatsby

Volte de novo no tempo. Primeira parada, o Betsy Hotel (1440 Ocean Drive; 305-531-6100; thebetsyhotel.com), recém reformado para capturar o encanto à moda antiga que melindrosas poderiam apreciar - especialmente no mar de néon ao redor. O restaurante do hotel, o BLT Steak (305-673-0044; bltsteak.com), parte de uma rede de churrascarias de luxo, está basicamente situado no lobby, o que facilita assistir aos ricos e estabelecidos se misturarem com os jovens e frugais. Os bolinhos popover e a carne maturada também não são ruins, apesar de ser melhor esquecer os preços com uma bebedeira: o jantar para dois com vinho e sobremesa sai por cerca de US$ 170.

23h - Altos e baixos

Lembra de quando os vilões em "007 Contra Goldfinger" trapaceavam nas cartas, o quando Tony Montana em "Scarface" declarou que "isto é o paraíso" ao lado da piscina? Era no Fontainebleau (4441 Collins Avenue; 305-538-2000; fontainebleau.com). E após uma reforma de dois anos, ao custo de US$ 1 bilhão, que pode acabar levando os proprietários à falência, o FB está de volta. Se você conseguir passar pelo cordão de veludo, desça até a Liv, a boate do hotel, onde os fins de semana costumam contar com a presença de alguma grande celebridade (Jennifer Lopez foi uma visitante recente). Se não conseguir, beba martinis no lobby, projetado por Morris Lapidus, que também foi reformado. Os famosos pisos com desenhos de gravata borboleta permanecem, assim como a escadaria para lugar nenhum, projetada apenas para dar imponência à entrada. Encerre a noite com os pés no chão, com alguma cerveja barata e sinuca no Mac's Club Deuce (222 14th Street; 305-531-6200), um bar clássico que atrai bêbados, drag queens, policiais e executivos em viagens de negócios.

Domingo

9h - Nas profundezas

South Pointe Park, na extremidade sul de South Beach, recebeu uma reforma de US$ 22 milhões mas, apesar de sua aparência fantástica, algumas das melhores vistas estão na água. O píer é um ótimo lugar para mergulho com snorkel, para surfar ou pescar, com arraias, peixes tropicais e muitos locais coloridos. Você pode alugar equipamento de mergulho por US$ 20 por dia na Tarpoon Dive Center (300 Alton Road; 305-532-1445; tarpoondivecenter.com).

Meio-dia - Relaxe antes de partir

Uma regeneração confiável pode ser obtida com um brunch e uma boa limpeza de pele no spa do hotel Standard (standardhotels.com), parte de uma rede de motéis dos anos 20 que Andre Balazs transformou em um oásis holístico há poucos anos. As massagens custam a partir de US$ 125, mas por US$ 25, experimente relaxar em uma banheira privada com vista para Biscayne Bay, onde canela, hortelã e madressilva tentarão desintoxicar sua alma, ou pelo menos seu corpo. Termine ao lado da piscina com uma salada niçoise (US$ 18) e um Arnold Palmer - que é um meio limonada, meio chá gelado, para aqueles que não são da Flórida.

O básico

Apesar da recessão, vários hotéis abriram recentemente. Entre os mais metidos está o W South Beach (2201 Collins Avenue; 305-938-3000; wsouthbeach.com), onde todo quarto oferece vista para o oceano, um sistema de som Bose e mármore cinza suficiente nos banheiros para fazer você se sentir como se estivesse em um banho turco. Diárias a partir de US$ 384.

O Gansevoort South (2377 Collins Avenue; 305-604-1000; gansevoortsouth.com) conta com 334 quartos com preços ligeiramente mais altos, a partir de US$ 395, em um prédio que foi reformado, mas ainda é dividido com os antigos moradores (que utilizam uma entrada separada). As piscinas enormes são o destaque.

Em Mid-Beach - o que significa mais viagens de táxi - fica o Fontainebleau e sua reforma de US$ 1 bilhão (4441 Collins Avenue; 305-538-2000; fontainebleau.com). Diárias a partir de US$ 429, mais uma taxa de US$ 12,95 para o resort.

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Conheça quatro hotéis isolados e bizarros

Poucos sonham em passar suas férias num quarto de hotel que funciona no alto de um guindaste portuário, ou dormir numa suíte que fica embaixo d'água. Mas saiba que hotéis assim funcionam, e fazem sucesso entre aqueles que realmente querem se isolar do mundo. Confira.

The House in the sea (A casa no mar), Cornwall, Inglaterra: uma ilha só para você

Este Bed and Breakfast (típica pousada com café da manhã incluso) fica em uma casa na cidade Cornwall, a 400 km de Londres, e está construída sobre sua própria ilha, ligada ao continente por uma passarela. O lugar foi por muitos anos o destino predileto de Sir Arthur Conan Doyle, criador do famoso detetive Sherlock Holmes.
A vista, sobre o mar, é de tirar o fôlego. A elegância, no melhor estilo inglês, garante quartos de ótima qualidade. Para garantir tranquilidade é melhor evitar o verão europeu, no qual a praia de Newquay, que pode ser vista desde a casa, se torna um dos pontos de predileção dos surfistas ingleses, com festas regadas a muito álcool e que duram a noite inteira. Whitepod Resort,

Valais, Suíça: neve, luxo e ecologia

Os Whitepods são confortáveis iglus modernos, construídos com material isolante a mais de 1,5 mil metros de altitude, nos Alpes Suíços. A vista panorâmica sobre a neve pura é incrível, e o silêncio é total.
O resort é cem por cento ecológico: tudo é reciclado e não há energia elétrica nos pods, apenas luz de velas e lareiras. São 15 pods de até 40 metros quadrados que podem receber de duas a oito pessoas, além de um chalé central com restaurante. Se a opção dos pods não for totalmente atraente, também existem opções de alojamento convencional, em cabanas.
Durante o dia, o resort oferece atividades para se curtir a neve: pistas exclusivas de esqui, excursões de raquete, além de um spa completo.

Utter Inn (Albergue da Lontra), Suécia: Tranquilidade embaixo d'agua

Se você não quiser ser incomodado, esta casinha flutuante, criação do artista sueco Mikael Gernberg, é uma excelente opção. Construída sobre uma plataforma de 25 metros quadrados sobre o lago sueco de Malaren, conta com uma cozinha ao nível do mar e um quarto submergido três metros embaixo d'agua, no qual você poderá observar a vida sub-aquática.
Após ser deixado na casa de bote, você conta com uma canoa para passear pelas redondezas. A cozinha é bem simples, e você pode optar por receber o jantar já pronto.

Guindaste de Harlingen, Holanda: tecnologia para solitários

Ficar alojado em um guindaste pode parecer uma má ideia. Mas este antigo guindaste do porto de Harlingen, na Holanda, que descarregava antigamente madeira dos barcos vindos da Europa do leste, é o sonho de qualquer amante de tecnologia.
A 17 metros de altura, a sala de máquinas foi transformada em suíte high-tech com cama king-size e chuveiro futurista para dois. Tudo, desde as luzes até a temperatura do quarto, são comandadas por controle remoto. Quer mais? Se estiver cansado da vista da varanda frente ao mar, você pode comandar o guindaste, que gira 360 graus. Os elevadores para chegar até a suíte são minúsculos. Claustrofóbicos, abstenham-se.

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Parque dos Lençóis. O único deserto do mundo com milhares de lagoas


O Pólo Parque dos Lençóis, situado no litoral oriental do Maranhão, envolve os municípios de Humberto de Campos, Primeira Cruz, Santo Amaro e Barreirinhas. Seu maior atrativo é o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, belo e intrigante fenômeno da natureza, que tem Barreirinhas como principal portão de entrada.

O Parque Nacional dos Lençóis é um Paraíso ecológico com 155 mil hectares de dunas, rios, lagoas e manguezais. Raro fenômeno geológico, foi formado ao longo de milhares de anos através da ação da natureza. Suas paisagens são deslumbrantes: imensidões de areias que fazem o lugar assemelhar-se a um deserto. Mas com características bem diferenciadas. Na verdade chove na região, que é banhada por rios. E são as chuvas, aliás, que garantem aos Lençóis algumas das suas paisagens mais belas. As águas pluviais formam lagoas que se espalham em praticamente toda a área do parque formando uma paisagem inigualável. Algumas delas, como a Lagoa Azul e Lagoa Bonita já são famosas pela beleza e condições de banho. Os povoados de Caburé, Atins e Mandacaru são pontos de visita obrigatórios.

Atrativos

Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses - 155 mil hectares de pura natureza e muitas surpresas para o viajante, num roteiro que inclui visuais sedutores e por de sol inesquecível, flora e fauna abundantes. Grandes vastidões de dunas, lagoas, banhos de mar esperam pelo turista neste verdadeiro santuário da natureza.

Praias - Ponta do Mangue, Moitas, Vassouras, Morro do Boi, e Barra do Tatu são algumas das belas praias que esperam pelo turista em Barreirinhas. Chega-se de barco a todas elas, partindo-se da sede do município.

Mandacaru - Vila de pescadores onde a maior atração é um farol de 54 metros de altura, de onde se tem um belo visual do parque.

Caburé - Um delicioso refúgio onde o visitante pode tomar banho de mar e tirar o sal do corpo em água doce. Boa opção de pernoite. Existem chalés e boa comida.

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História e cinema misturam-se nas ruas da Filadélfia

Se você é uma daquelas pessoas que sempre se perguntou por que os norte-americanos são tão patriotas, se emocionam ao tocar o hino nacional e suas bandeiras sempre aparecem nos filmes de Hollywood, bem, talvez a resposta esteja na Filadélfia, no Estado da Pensilvânia. A cidade foi muito importante no século 18 para que a nação obtivesse sua independência da Grã-Bretanha e até os dias de hoje continua sendo um dos pontos mais fundamentais para economia dos Estados Unidos.

Sua população, estimada em aproximadamente 1,5 milhão, tem a sorte de poder desfrutar de grandes parques e museus. Além de ter uma bela arquitetura e uma agitada vida cultural, a Filadélfia também é referência pop em um dos clássicos do cinema americano. Foi lá em que foi filmada a famosa cena da escadaria na franquia "Rocky", de Sylvester Stallone. A cena se passa na frente do Museu de Arte e é um dos pontos turísticos mais visitados. O filme "O Sexto Sentido" também usou a cidade como locação.

A Filadélfia, porém, é muito mais fascinante do que apenas uma escadaria e filmes de quem "vê gente morta". Os símbolos da luta dos EUA pela independência estão espalhados por toda a região. O Liberty Bell, um sino rachado que se tornou representante do combate contra as forças britânicas, e o Independence Hall, local onde foi assinada a declaração de independência americana, são alguns dos pontos históricos abertos para visitação de turistas.

A cidade também é acolhedora aos seus visitantes. Existem boas opções de hospedagem e se locomover por suas ruas e bairros históricos é uma tarefa bem simples. Apesar de sua enorme relevância histórica, a Filadélfia é tranquila, com um clima que lembra uma pacata e rica cidade no interior.

Se aprender mais sobre a história dos EUA está em seus planos, não esqueça de dar uma passadinha na Filadélfia, onde dias agradáveis estão garantidos. Você não irá se decepcionar.

INFORMAÇÕES E SERVIÇOS

Site do país - http://www.usa.gov/

Site da Secretaria de Turismo dos EUA - http://www.discoveramerica.com/

Site da cidade da Filadélfia - http://www.phila.gov/Centro de informações para visitantes - 1700 Market Street, Suite 3000, tel. 1 (215) 636-3300, fax 1 (215) 636-3327. http://www.philadelphiausa.travel/

Consulado do Brasil - Não há. O mais próximo fica em Nova York, na 1185 Avenue of the Americas, 21º andar, tel. 1 (917) 777-7777 http://www.brazilny.org/

Fuso horário - Durante o inverno brasileiro, a diferença entre as cidades é de uma hora, mas aumenta para duas quando o verão chega ao Hemisfério Sul.

Código do país - 1

Código da Filadélfia - 215

Moeda - A moeda local é o dólar norte-americano.Cotação - Para saber a cotação do dólar norte-americano, acesse economia.uol.com.br/cotacoes/.

Idioma - Inglês. Mas também é possível se comunicar em espanhol. Internet e telefone - Alguns hotéis oferecem Wi-Fi aos seus hóspedes, assim como restaurantes. Hotéis, por exemplo, podem cobrar por este serviço. Outra opção são os business centers de cada estabelecimento. Telefones públicos são encontrados facilmente.

Gorjeta - É normal deixar 15% do valor da conta de gorjeta em restaurantes. Carregadores esperam um dólar por mala carregada.Segurança - Apesar de ser tranquila durante o dia nas partes mais centrais e turísticas, é sempre bom tomar cuidado ao andar pela Filadélfia, já que a região não está livre de ladrões e trombadinhas. Além disso, algumas das cidades nos seus arredores, como Baltimore e Camden, por exemplo, estão na lista das mais violentas nos Estados Unidos.

Voltagem e tomadas - A voltagem mais comum é de 110 volts, mas há hotéis que usam também a de 220 volts. As tomadas têm três pinos, no padrão americano.

Fonte: Uol Viagem

Seca na Venezuela faz ressurgir vilarejo inundado em 1984

O ressurgimento das ruínas de Potosí, um vilarejo no oeste da Venezuela inundado há 26 anos para a construção de um complexo hidrelétrico, se tornou um caso emblemático da seca que assola o país.

A estiagem levou o governo do presidente Hugo Chávez a decretar estado de emergência elétrica e a aplicar multas aos venezuelanos que não economizarem água e energia.

A diminuição de 30 metros no nível das águas da represa que abastece o complexo hidrelétrico trouxe à tona parte da igreja, construção de 25 metros de altura e símbolo de Potosí - que fica no Estado de Táchira.

Restos do que um dia foram a prefeitura, a prisão, o cemitério, a praça central e o pilar que sustentava o busto de um dos heróis da independência venezuelana também resistiram à inundação e reapareceram com a seca na região.

"Nunca tínhamos enfrentado algo parecido. Estamos em uma situação crítica", afirmou à BBC Brasil Juan Bautista Barilla, presidente do complexo hidrelétrico Uribante Caparo, o segundo mais importante do país, que teve a geração de energia severamente afetada pela escassez de água.

Segundo Barilla, mesmo nos períodos mais graves de seca, a igreja nunca esteve absolutamente descoberta como ocorre neste ano.

Reencontro

Ex-moradora de Potosí, Josefa Garcia Rojas, de 84 anos, disse que "criou coragem" e decidiu "reencontrar" Potosí. Ela regressou na última semana ao vilarejo pela primeira vez desde que acatou a ordem de despejo, na época da inundação.

"Voltar me dá alegria, mas dá tristeza de ver a situação em que está", afirmou Josefa à BBC Brasil. "Isso aqui era muito bonito. Não sofríamos por comida, por nada."

Na zona próxima à barragem, a terra rachada e ramos de árvores secas se assemelham ao cenário de época de estiagem no sertão nordestino. Somente ao redor da igreja e da praça, a grama verde sobrevive, contrastando com o resto da paisagem.

Emocionada, Josefa - que era filha da parteira de Potosí - conta que nasceu, casou e criou suas duas filhas ali. Se dedicava à costura, cuidava de um pequeno armazém e ajudava o padre na igreja. Seu marido era o enfermeiro do lugar.

"Agora a gente se admira depois de ver isso cheio de água voltar a ficar seco assim", afirma.

Em 1984, cerca de mil pessoas tiveram que deixar Potosí, centro agrícola da região de Táchira, para dar lugar à construção da represa que abastece o complexo hidrelétrico Uribante Caparo (Desurca).

A volta de Josefa e seus dois irmãos chamou a atenção de turistas venezuelanos que visitavam o local. Desde que a igreja ressurgiu no meio do açude, dezenas de pessoas têm viajado ao vilarejo.

'Estado crítico'

A significativa queda do nível do açude afetou a geração da central hidrelétrica do complexo Uribante Caparo, que teve sua produção reduzida a apenas 7% de sua capacidade de 300 MWh.

"Essa situação nos levou a racionamentos de energia que afetam diretamente a população", disse Barilla. Em média, os habitantes de cinco Estados do oeste venezuelano sofrem cortes de eletricidade de até duas horas e meia diariamente.

De acordo com Barilla, a represa que abastece o sistema está a apenas 3,6 metros cúbicos de seu "nível crítico". Se a seca continuar, "teremos que racionar mais para poder chegar até meados de maio, quando esperamos que comecem as chuvas", afirmou.

A queda na geração do complexo Uribante Caparo agrava ainda mais a crise nacional por restar cerca de 300 MWh da energia do complexo hidrelétrico de Guri, de onde sai cerca de 70% da eletricidade de todo o país, cujo açude perde diariamente 14 centímetros de água.

Dependência

O governo venezuelano atribui a atual crise ao fenômeno climático El Niño e ao desperdício de energia dos consumidores, ao mesmo tempo em que responsabiliza os governos anteriores por terem criado um sistema energético dependente de hidrelétricas.

O argumento oficial não convence Mayela Casanova, fisioterapeuta que visitava Potosí "para ver de perto" a seca. A seu ver, "não houve investimento adequado" no sistema de geração de energia.

Juan Barilla admite que houve atraso na compra de instalações termelétricas.

"Houve atrasos no repasse dos recursos, além da burocracia interna e dos tramites de licitação", disse.

Para o funcionário, o problema foi "solucionado" com a criação do Fundo Energético, criado na esteira do decreto de emergência elétrica, no início do mês. O decreto dá sinal verde para investimentos sem a realização de trâmites de licitação para investimentos no setor.

O governo diz que pretende injetar pelo menos US$ 4 bilhões no setor elétrico com objetivo de acrescentar pelo menos 4 mil MWh ao sistema.

Segundo dados da Corporação Elétrica Nacional, a meta do governo para 2015 é acrescentar 15 mil MWh ao sistema nacional de energia. Deste total, 12 mil devem ser gerados por termelétricas e o restante por hidrelétricas.

A crise energética e de abastecimento de água ocorre em um ano considerado decisivo no campo político, quando os venezuelanos irão às urnas definir a nova composição do Parlamento, hoje controlado por maioria chavista.

Fonte: Uol Viagens

Agência de viagens tcheca oferece passeios para bichos de pelúcia

Empresa promete tirar fotos e enviá-las para o dono.
Pacote excêntrico cu
sta 90 euros (cerca de R$ 221).

Uma agência de viagens da República Tcheca está oferecendo um pacote excêntrico. A agência oferece passeios para bichos de pelúcia. Por 90 euros, a empresa promete tirar fotos dos brinquedos na frente dos principais pontos turísticos de Praga e, em seguida, enviá-las para o proprietário em um CD. (Foto: Michal Cizek/AFP)

Fonte: G1

Puerto Montt e Puerto Varas, uma região de lagos, vulcões e contrastes


Puerto Montt e Puerto Varas, cidades chilenas localizadas na Décima Região, são tão diferentes que nem parecem vizinhas separadas por 20 km.

A primeira é a capital da Região dos Lagos e ponto de chegada de cargueiros e cruzeiros vindos de terras austrais; a segunda é pretexto para entender a origem do nome da região.

Montt abriga um dos portos chilenos mais movimentados do país, enquanto Varas observa, sem pressa, o vai e vem tranquilo de barcos e botes que deslizam as águas azuladas que tocam suave as margens da cidade. Uma está em frente ao Seno de Reloncaví, protegida pela Ilha Tenglo; a outra descansa com vistas para o Llanquihue.

A capital tenta ser moderna, mas as madeiras de alerce sobrepostas não deixam a cidade esquecer seu passado, uma mistura arquitetônica europeia que se integra, harmoniosamente, com o estilo emprestado do arquipélago de Chiloé; já a vizinha é tradicional e se orgulha das marcas deixadas pelos imigrantes alemães que a ergueram, a partir de 1852.

Puerto Montt é rascunho, pelo menos para o turista que busca sossego durante as férias; Puerto Varas é poesia, sobretudo quando se enche de flores, nos meses da primavera, o que lhe garante o título de "Cidade das Rosas".

No entanto, o Osorno, vulcão que pode ser visto de ambas as cidades, é o símbolo natural que parece conectar dois dos destinos mais visitados no país, em plena Patagônia chilena. Seja do topo de seus 2.661 metros de altura ou aos pés desse vulcão adormecido que repousa durante anos, as diferenças entre Montt e Varas desaparecem quando as águas calmas dos lagos que dão nome à região formam um belo espelho que emoldura as cidades.

Os opostos não só se atraem como também convidam visitantes a conhecerem os contrastes de um dos mais bem escritos poemas chilenos: a Região dos Lagos.


Fonte: Uol Viagens